13 Novembro 2009

hoje, sábado e domingo, no porto

hoje, sexta 13

renato ferrão e marcelo cidade
emissores reunidos - episódio II: senhor fantasma, vamos falar
imaugura às 23h
rua cândido dos reis 74
até 24 de janeiro





ana braga, susana pedrosa e inês moura
bes revelação 2009
inaugura às 22h
museu de serralves
até 7 de março




amanhã, sábado 14

paulo mendes
o passado também se inventa, museu de arte popular
conversa com o artista
16h30
uma certa falta de coerência
rua dos caldeireiros 77
até 21 de novembro




carlos tejo
apresentação e lançamento do catálogo
chámalle X 08 - jornadas de performance em vigo
performance
fora de lugar
18h
a sala
rua do bonjardim 235, 2º





domingo 15

josé almeida pereira
alguns reais
inaugura às 16h
fundação
rua do bonjardim 951
até 13 dezembro


para informações mais detalhadas consultar as ligações anexas.

10 Novembro 2009

hoje


estúdio, de nuno ramalho e renato ferrão
inauguração 18h30

07 Novembro 2009

Senhor Fantasma, Vamos falar dia 13

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Marcelo Cidade e Renato Ferrão
apresentam
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Senhor Fantasma, Vamos falar
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inaugura dia 13
na
Antiga RDP
Rua Cândido dos Reis, 74
Porto
até 24 de Janeiro

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Emissores Reunidos é um programa de exposições que reabre um edifício do Porto onde até há pouco tempo funcionou uma estação de rádio. O segundo episódio – Senhor Fantasma, Vamos Falar – reúne obras de Marcelo Cidade (São Paulo, 1979) e Renato Ferrão (Vila Nova de Famalicão, 1975) especificamente concebidas para este espaço.
O artista brasileiro sublinha o carácter mutante do local, as diferentes camadas de história que testemunha, recorrendo a formas associáveis às radicalidades do modernismo e que hoje funcionam como meros logotipos, que combina com referências a sub-culturas juvenis associadas ao punk, ao graffiti e aos skates.
Renato Ferrão exibe uma série de esculturas que aludem ao passado do edifício enquanto rádio, mas também enquanto sucessão de armazéns e de gabinetes. As figuras do funcionário de escritório e do copista, exemplarmente descritas pela literatura do século XIX, são invocadas pelos trabalhos que empregam, por exemplo, secretárias antigas e o obsoleto papel-carvão.
Comissariado/Curator: Ricardo Nicolau
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mais info: aqui
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06 Novembro 2009

amanhã, porto, 16h

josé almeida pereira, olhar amplo
galeira fernando santos


mafalda santos, one day every wall will fall
galeria presença


carlos noronha feio, tentando alcançar o ponto zero/trying to reach point zero
reflexus arte contemporânea

04 Novembro 2009

Debaixo de Cinza

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Debaixo de Cinza
de
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Isabel Ribeiro e Israel Pimenta
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inaugura
Quarta-feira, 11 de Novembro às 22h
Conversa com os artistas às 22h30
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até 19 Dezembro
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Caroline Pagès Gallery
Rua Tenente Ferreira Durão, 12 – 1º Dto.
[Campo de Ourique]
Lisboa
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03 Novembro 2009

Estúdio, dia 10 em lisboa

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ESTÚDIO
de
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Nuno Ramalho & Renato Ferrão
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inaugura a
10 de Novembro '09 às 18h30
11 de Dezembro '09 às 18h30 - visita guiada
com Nuno Ramalho, Renato Ferrão e Bruno Marchand
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até 22 de Janeiro '10
de Quarta a Sábado das 15h00 às 20h00
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Fundação Carmona e Costa
Edifício Soeiro Pereira Gomes (antigo Edifício da Bolsa Nova de Lisboa)
Rua Soeiro Pereira Gomes, Lte 1- 6.º A / C / D
Bairro do Rego/Bairro Santos
Lisboa
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26 Outubro 2009

30 de Outubro de 2009 _ sexta _ 22.00h

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o passado também se inventa, Museu de Arte Popular
de
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Paulo Mendes

no
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Uma Certa Fala de Coerência
Rua dos Caldeireiros, 77, Porto
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exposição comissariada por: José Maia (consultar para mais info.)
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Partindo da referência a um Museu em vias de extinção, testemunho presente de um passado político e artístico, será construída uma nova instalação que percorre o espaço precário e degradado onde acontece a exposição. Situação que convoca paralelismos com a do referido Museu, onde decorrem obras visando transformar o espaço numa evocação da língua portuguesa, num novo Museu. Por despacho anula-se um Museu e outro reaparece no mesmo local obedecendo aos propósitos do momento político, carregado de adjectivos globalizantes acerca de uma suposta língua comum. Ao peso da universalidade da língua portuguesa cai o projecto modernista do Museu de Arte Popular e apaga-se mais um dos últimos vestígios contemporâneos relacionados com a Exposição do Mundo Português e que retratava algumas das estratégias da Política de Espírito levada a cabo no período do Estado Novo.
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P.M. out. 09

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14 Outubro 2009

sábado, 24

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A consagração de Marçal dos Campos :)
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Caberet MAXIME - Lisboa - 23:30
5€
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até este sábado








Introspective

de

Marie Ek, Nanako Koyama e Cristina Regadas

Introspective é uma exposição colectiva elaborada por Cristina Regadas que pretende colocar em diálogo imagens fotográficas concebidas por três artistas/fotógrafas, de três lugares distintos do Globo - Portugal, Suécia e Japão - e que partilham os seus projectos regularmente na Internet ao longo dos últimos três anos.

FUNDAÇÃO é a designação do espaço, na rua do Bonjardim nº 951 no Porto, que acolhe esta exposição e que seguirá apresentando novas propostas no âmbito das artes visuais. Situado na cave da residência do designer de moda Miguel Flor, Fundação tem como premissa fornecer condições espaciais para a edificação de intervenções artísticas, cuja estrita responsabilidade é dos seus intervenientes. Sem identidade corporativa ou fins lucrativos, a cada exposição os criadores designam a imagem, o conteúdo e as ideias que pretendem fundar no espaço de tempo da sua apresentação.


Rua do Bonjardim nº 951, Porto - 5ª, 6ª e sáb. das 16h às 20h

16 Setembro 2009

agenda, sexta e sábado, porto, vila do conde e lisboa

da janela, susana chiocca

vários são os eventos a decorrer nesta altura, a sombra chinesa faz os destaques possíveis e/ou pretendidos.

assim, dia 18 de setembro, sexta feira, susana chiocca dá início a da janela, "um projecto de instalação de vídeo que reúne trabalhos realizados entre 2001 e 2009 que atendem ao afora, na espera, na repetição da diferença" (do press release).
o arranque dá-se com o evento casa aberta, que vai ocupar o 2º andar do número 235 na rua do bonjardim, porto, apenas nos dias 18 e 19 de setembro entre as 18h e as 22h. nesse mesmo sábado 19, o segundo momento deste projecto inaugura no project room QUARTOESCURO, a partir das 15h00, mantendo-se todas as sextas e sábados entre as 16h00 e as 19h00 até 24 de outubro. o QUARTOESCURO fica na rua de cedofeita 187, 1º, também no porto.





os republicanos, joão sousa cardoso

de regresso a sexta, 18, joão sousa cardoso apresenta os republicanos no uma certa falta de coerência, como parte inaugural do ciclo de programação criado por josé maia para este espaço. do press release:

"Depois de um longo período de recusa em participar em exposições, até 2007, altura em que montou e mostrou A Terceira República, no espaço Mad Woman in the Attic, no Porto, João Sousa Cardoso apresenta agora a segunda parte desse projecto. Desafiado pelo José Maia para uma nova mostra, Os Republicanos é a metade que continua (naturalmente) e fecha (provisoriamente) este trabalho de experimentação em torno das imagens do nosso tempo social e político, em Portugal. Mais uma vez, João Sousa Cardoso expõe as imagens que o têm ocupado – as imagens dos outros – e entre as fotocópias dos livros de história, procura, desta feita, os corpos e a libido que nos governam."

resta acrescentar que a inauguração acontece às 22h00 na rua dos caldeireiros 77, porto.


graveless, antónio leal

mais a norte, em vila do conde, sábado é também dia de inauguração de exposições no SOLAR. o destaque vai para o projecto de antónio leal, graveless:
"O projecto Graveless assume-se como uma reanimação do objecto arqueológico de forma a colocá-lo em confronto com uma visão e análise do presente.
No espaço da cave, recolhida do exterior, apresenta-se uma exaltação da fertilidade e põe-se em causa o funcionamento espacial no mito da caverna. Os símbolos da vida mesmo encerrados fisicamente podem funcionar como libertadores da consciência aproximando o indivíduo do conhecimento e da realidade."
inauguração às 22h00 no solar de s. roque, rua do lidador, vila do conde.


shocking pinks

em lisboa, depois da inauguração de sua boca, aberta para gritar, estava cheia de terra, a exposição de mauro cerqueira patente na kunsthalle lissabon até 18 de outubro (informações mais detalhadas e imagens da performance preparada para a inauguração na semana passada para ver aqui), segue-se o destaque para a inauguração da colectiva shocking pinks, projecto desenvolvido por joão mourão e moi même como parte integrante do queer lisboa 13, 13º festival de cinema gay e lésbico de lisboa.

esta exposição conta com novos trabalhos especificamente criados para o contexto da autoria de ana pérez-quiroga, andré alves, carla cruz + ângelo ferreira de sousa, carla filipe, joão leonardo e luisa cunha, e ainda com a contribuição dos CALHAU! para a imagem do projecto. para ver a partir das 19h00 de sábado dia 19 no cinema são jorge, na avenida da liberdade em lisboa, até ao final do festival no próximo dia 26 de setembro.

sobre a exposição, um texto assinado por mim e pelo joão:

"Esta exposição é uma tentativa de provocação. Sobretudo, provocar o que é expectável, dado que é aí que se pode realmente inscrever um desafio aos padrões que instituem o normativo. Porque mesmo quando se trata de abordar o que se entende por desvio, é difícil oferecer protagonismos a agentes menos colados a parâmetros e construções conformes a modelos entretanto ensaiados, por isso previsíveis. Ideias em torno dos fantasmas que assolam o campo social (cujo derradeiro papel, segundo alguns, poderá ser o da desestabilização, da ameaça conducente ao caos, da sabotagem) são na maior parte das vezes ideias feitas – mais claramente na sua propagação por um imaginário tipicamente conservador, de status quo; de forma menos visível, na maneira como a presença de tais ideias se esvai da ameaça que supostamente lhes está subjacente, instituindo-se apenas enquanto tubo de escape numa constelação de complexidades humanas estruturantes que, segundo nos garantem (e nós aprendemos a garantir), importa acima de tudo preservar. Aliás, no contexto dessa preservação assiste-se a um acelerar na procura de consensos alargados, de inclusão dos “transgressores” que, aparentemente, mais não procuram do que uma participação reconhecida e inofensiva num modelo social prevalecente.

No decorrer dos processos apenas esboçados, só a perda de potencialidades possivelmente bem mais interessantes, inscritas numa vontade e manifestação da diferença frente àquilo que naturalmente tende para o nivelamento, parece ser inevitável.
A actividade artística é abundante em produções que procuram pensar os sentidos do mundo noutras direcções, sublinhando a vontade irrecusável de pensar e agir de forma diferente; essa é, afinal, uma das suas mais celebradas qualidades – sendo igualmente uma das menos pensadas e possivelmente das mais temidas. Parece-nos importante tentar resgatar esse potencial, mas de uma forma menos contida e espectacular.

Seria bastante cómodo propor um projecto expositivo que oferecesse propostas caracterizadas pela agressividade ou pelo exercício de choque, ou ainda pela demonstração ilustrada de um ponto de vista correctamente estruturado; de certa forma, seria expectável que isso acontecesse. No entanto, estaríamos a sabotar aquilo que, em conjunto com os artistas e testemunhas desta exposição, nos interessa pensar bem como as formas de o fazer. Tal não passa certamente pela exploração da pose, um previsível tique decorativo sem qualquer possibilidade de abalo que se sobrepõe excessivamente a muitos dos discursos correntes na produção artística. Isso é por demais assinalável tanto nas propostas supostamente desligadas de toda e qualquer preocupação fora do âmbito “estritamente artístico”, como nas obras que circulam e adquirem a tão ambicionada visibilidade com o apêndice das “preocupações” (ideológicas, políticas, humanitárias, etc).

O que nos interessou foi deixar pontas soltas. Na escolha dos artistas, na observação sobre as suas propostas (cujo resultado passa por esta apresentação), no estabelecimento de limites definidos capazes de encerrar um ponto de vista sustentado... Seria também bastante mais fácil ancorar qualquer uma destas linhas numa dissertação carregada de eficácia e segurança com princípio, meio e um confortável fim, capaz de assegurar a mais-valia de modelos que demonstrassem como e quando e a que propósito pensar a diferença.

Mas, em consonância com os verdadeiros agentes do que é estranho, do que se quer distinto, daquilo que é capaz de abalar e deixar novos incómodos, preferimos não o fazer. Esta proposta pretende assentar sobre essas formas de vontade, esquivando-se à pedagogia inscrita numa tentativa de lição sobre o que pode significar queer em Portugal (nem sequer nas artes portuguesas, e ainda que implicitamente esse seja um dos dados deste projecto), mas evitando igualmente o embate amordaçado do atordoamento com lugar marcado. Tudo aqui é mais subterrâneo, e implica necessariamente uma outra disponibilidade – ou pelo menos o fascínio de olhar por aí.

Procurou deixar-se passar (sem o deter) o contexto que nos interessou abordar de uma outra maneira, permeável às formas como os artistas apresentados a pensam, neste contexto e para este momento. Essas formas de pensar tocam-se, convidando-nos a participar nesse contacto e experimentação. Aqui está implicado um dos propósitos fundamentais desta exposição: ensaiar uma possibilidade de pensar a diferença, não de uma forma contida e exemplar, seguindo o trilho de um lado ao outro; mas em terreno aberto, instável, onde a inquietação de cada um possa concretamente tornar-se activa e participar."